Introdução à Psicologia do Yoga – Os estágios do reconhecimento de si mesmo

O grande inimigo de todos os seres é o sofrimento e um de seus maiores parceiros é o medo da morte. Dedicamos muito tempo tentando nos proteger de ambos. Mas, em meio a vários fracassos, surge, em algum lugar de nossa mente, um importante questionamento “quem é o responsável pelo surgimento de tais angústias? Eu ou o mundo externo?”. Sem essa resposta não saberemos onde encontrar a solução.

Nossas primeiras respostas a essa questão surgem das experiências mais evidentes e revelam três origens: nosso próprio organismo (corpo e mente), os outros seres e as forças da natureza. Nosso próprio organismo, aa primeira origem, manifesta doenças e perturbações do início ao fim da vida. Todos os pais logo se dão conta do desafio que é acompanhar seus filhos sofrendo devido a cólicas, assaduras, doenças e arranhões que, inevitavelmente, estão presentes nos primeiros anos de vida. Os outros seres, através da interação conosco, também são, em muitos casos, ameaças. Eles formam a segunda origem. Não só somos diretamente atacados por animais, até mesmo um mosquito aparentemente inofensivo causa desde uma pequena coceira até a morte devido à transmissão de um vírus como o da febre amarela, como, também, somos afetados emocionalmente pelas relações com eles e com pessoas que nos cercam. A terceira origem é facilmente reconhecida. Ela é composta pelas tempestades, enchentes, terremotos, tsunamis e mudanças climáticas em geral, todas com forte potencial para causar danos de vários graus. Como exemplo, temos a história das dez pragas do Egito que tomou o imaginário de muitos de nós na infância. O impacto de tais pragas levou uma civilização inteira ao desespero, expondo até mesmo a impotência do Faraó. E isso nos apresenta mais uma grande verdade com a qual somos confrontados: a impotência humana perante as três fontes de sofrimento.

Seguindo uma reflexão mais atenta, podemos refletir se a angústia gerada por tais fatores é, de fato, impossível de ser reduzida ou eliminada. Seriam esses fatores as fontes absolutas do sofrimento? Sabemos que o mesmo evento pode produzir reações de diferentes graus em diferentes pessoas ou, até mesmo, na mesma pessoa em diferentes momentos da vida. Ou seja, os eventos circunstanciais não podem ser, de todo, evitados, porém,podem ser experienciados com maior ou menor intensidade. Podemos, em muitos casos, reduzir a força de seu impacto em nossas emoções. Esse fator subjetivo, que será abordado na psicologia do yoga, é apresentado como sendo mais importante do que a fonte externa.

Mas como o sofrimento se instala? Qual sua causa e o que determina o seu grau de intensidade? Suas causas principais são obstáculos internos. Esses obstáculos são parte de nossa natureza, são uma herança inevitável. A mera internalização da compreensão de que compartilhamos os mesmos obstáculos em nossa estrutura mental mais básica já nos traz um precioso benefício, pois desenvolve o sentimento de irmandade e de humildade. Essa rede de obstáculos internos é composta de cinco pontos:

a)    Ignorância sobre nossa natureza,
b)    Construção de uma identidade restrita a partir de uma concepção falha a respeito da nossa natureza,
c)    Apego aos objetos e circunstâncias que protegem a sobrevivência de tal identidade e oferecem prazer,
d)    Aversão aos objetos e circunstâncias que ameaçam a sobrevivência dessa identidade e geram insatisfação,
e)    Medo originado da percepção correta, porém inconsciente, de que tal rede não conseguirá nos proteger, de fato, do sofrimento.

 

Eis os cinco alicerces internos responsáveis pela perpetuação do sofrimento, considerados, por um lado, os nossos reais inimigos e, por outro, os impulsionadores da busca por uma solução definitiva. Quanto mais refletirmos sobre os mesmos, menos nos enganaremos enumerando causas externas para justificar nossas frustrações.

Reconhecer a presença da ignorância e dos demais obstáculos tem um grande potencial transformador, mas tal reconhecimento só é possível quando mantemos esforços inteligentes para proteger nosso amadurecimento, sem abandoná-los, mesmo na ausência de resultados imediatos. Quando optamos por consumir um alimento sem agrotóxicos não vemos o resultado em nosso organismo logo após comê-lo, fazemos essa escolha por estarmos convictos da importância dessa decisão. Não é nossa experiência imediata que nos move a fazer essa escolha. Sabemos apenas que, ao longo do tempo, isso nos trará benefícios. Saber agir na direção certa, e conseguir abrir mão do que nos impede de alcançar nosso propósito, exige muita paciência e clareza. É por essa razão que o Yoga é apresentado como o caminho da união inteligente entre a ação e o desapego. Muitos resultados desse caminho vêm dos esforços de médio e longo prazo. Só conseguimos manter ações inteligentes e o necessário desapego com relação a frutos imediatos quando há confiança em vários níveis. Na condição de professores de yoga devemos ajudar o aluno a se manter firme no propósito e a proteger seu entusiasmo. Na condição de alunos, devemos estar atentos para não cedermos facilmente aos obstáculos internos e aos desafios externos. A ação inteligente é o movimento feito na direção de uma referência elevada de maturidade e sabedoria. Já o conceito de desapego está embasado na percepção de que acumulamos coisas em demasia ao longo da vida. Acumulamos ideias, crenças, medos, posses, e nos sentimos tão vinculados ou dependentes delas que acabamos por nos enrijecer e nos limitarmos a elas. Acabamos por segurar coisas que nos impedem de seguir um caminho de aprofundamento, transformação e percepção de aspectos mais essenciais e profundos de nós mesmos. Desapego é a capacidade de ir colocando de lado aquilo que não é mais necessário para que possamos ir na direção de vivências cada vez mais verdadeiras. Apesar da estrutura da ignorância e dos demais obstáculos internos ser comum a todos nós, há formas de fortalecê-la e formas de enfraquecê-la. É através da ação inteligente e do desapego que o caminho do yoga se dedica ao enfraquecimento dessas limitações.

Sobre o questionamento a respeito do grau de intensidade do sofrimento, podemos dizer que dependerá de nosso posicionamento mental e do nível de discriminação conquistado. Olharemos para isso mais adiante quando tratarmos das três esferas mentais apresentadas pelo Yoga (manas, ahaṃkāra e buddhi).

Para entendermos as ações indicadas para a conquista do propósito do Yoga como um todo, precisamos dividi-las em dois grupos. O primeiro é o grupo das práticas pacificadoras e preparatórias, por onde começamos a vivência de Yoga na maioria dos casos. Seus frutos são temporários, servem como uma melhora circunstancial que deixará nossa mente protegida e mais apta a adotar os métodos do segundo grupo. Entre seus possíveis resultados temos a redução de doenças físicas, o aumento de vitalidade, a redução da ansiedade e do torpor, a melhora da capacidade de concentração e o desenvolvimento de mais segurança, coragem, tolerância e empatia. O segundo grupo é onde encontramos a abordagem direta de desenvolvimento de discriminação sobre a natureza da realidade, método esse considerado a única solução definitiva para o sofrimento humano. Cada um desses grupos forma um corpo próprio de conhecimento teórico e prático. O primeiro refere-se à preparação da mente em seus diversos níveis, envolvendo desde o manejo de uma perturbação sintomática bastante evidente, como uma tensão física, até o desenvolvimento de uma mente sensível, compassiva, penetrante e apta para o autoconhecimento. Entre os métodos aqui adotados estão técnicas que lidam com o corpo, com a respiração e com os sentidos, além da observação e reflexão sobre traços mentais danosos para nossas relações cotidianas.

Já no segundo grupo estão os métodos que devemos seguir assim que as perturbações que tomam nossos pensamentos e emoções tiverem sido reduzidas, deixando espaço para uma investigação mais profunda da relação com a vida como um todo. Tal investigação envolve um conteúdo intelectual, um estudo que deve ser cuidadosamente associado a um processo meditativo. A meditação deve ser entendida aqui como o exercício de apropriação sensível do conteúdo estudado. Portanto, não devemos entender, nesse contexto, meditação como sendo a propagada prática de “esvaziamento” da mente. O objeto da meditação é o próprio ser humano e seu persistente ciclo de sofrimento, incluindo a reflexão sobre as causas internas, sobre o meio de eliminar as causas e sobre a desejada condição de liberdade interna. Para que a experiência de angústia e frustração seja, de fato, enfraquecida, a compreensão e internalização de tais pontos precisa ser nosso alvo.

Os dois grupos acima discutidos se retroalimentam. Não seria possível chegar a um determinado nível de preparação da mente onde poderíamos abandonar completamente a fase de pacificação. À medida que nossas emoções não mais tomam os pensamentos de forma obsessiva, permitindo um espaço interno para a contemplação de realidades mais abrangentes, a discriminação pode começar a ser cultivada através da meditação que tem, por base, o estudo de certos tratados clássicos. Porém, nossa vida raramente segue a constância e o equilíbrio desejados. É por essa razão que as práticas ligadas à etapa preparatória devem ser sempre mantidas e, em certos momentos, intensificadas. O corpo se agita, a respiração fica pesada ou superficial, o pessimismo toma conta dos pensamentos e a mente segue um rumo de inquietude ou de torpor…é hora de se refugiar nas práticas de pacificação, pois nessas situações a mente se torna inapta para a sustentação de um processo de meditação profundo e sensível. Além disso, nesses momentos, nossas marcas mentais negativas começam a se manifestar com todas as suas forças, com grande probabilidade de causar malefícios a nós e aos outros. A mente se torna um espaço com alto potencial de sofrimento, pois fica tomada por obtusidade e medos difusos.

Apesar de não ser considerado o objetivo principal, o alívio das tensões e do torpor tem grande importância no caminho de Yoga. Sem esse cuidado constante, nossas chances de amadurecimento seriam mínimas. A mente é, por natureza, a senhora do corpo, é ela que comanda a direção dos sentidos e seu estado determina o grau de desfrute do mundo que nos cerca. Porém, a mente é também um instrumento bastante vulnerável. Quando fragilizada, não tem condições de exercer seu papel. Quando as experiências mais concretas nos afetam, a mente passa a ficar refém das circunstâncias externas. Essa vulnerabilidade deve ser levada a sério. Aliás, é importante relembrar que vimos que não só os outros corpos e o ambiente externo afetam nossa mente, mas também nosso próprio complexo corpo-respiração-sentidos. Sendo assim, as práticas pacificadoras de yoga se dedicam a oferecer experiências que reequilibram esse complexo. Como a possibilidade de interferir sobre o externo é mínima, é mail inteligente nos dedicarmos a melhorar a condição interna. Quando passamos a entender a importância da integração corpo-respiração-mente, nos damos conta da necessidade de buscarmos técnicas que reconheçam a interdependência entre essas três realidades. Para isso, é essencial enxergarmos o lugar especial que a respiração ocupa nessa integração. Enquanto temos de um lado o corpo físico, com sua concretude, e de outro a mente, com sua sutileza, a respiração se apresenta como o elo que mostra a intimidade entre esses dois mundos. A mente, que por sua sutileza tem a habilidade de se esconder, fazendo com que a inconsciência domine e impeça o amadurecimento, pode começar a se tornar mais perceptível a partir da sensibilização da respiração. E o corpo, invólucro da respiração, faz com que sua condição de tensão, medo ou passividade rapidamente a afete. Ou o corpo a afeta ou é afetado por ela. Entrar em contato com a respiração é aprender experiencialmente a interdependência entre o sutil e o concreto.

A prática de sensibilização da respiração é considerada uma ferramenta de pacificação e melhoria da mente tão importante para o adulto que renomados praticantes da Índia antiga indicavam que a mesma fosse feita em quatro diferentes momentos do dia. Entre os efeitos mais aparentes está a redução da hiperatividade e o desenvolvimento da concentração e da capacidade de interiorização. A sustentação da concentração no ritmo respiratório atua fortemente sobre uma das esferas mentais, aquela que é responsável por se vincular à percepção sensorial e aos pensamentos mais automáticos e repetitivos (nascidos do que foi captado pelos sentidos). Essa esfera mental é chamada “manas” no sânscrito. Ela é a responsável por organizar nossa percepção sensorial, podendo ser entendida como a esfera da atenção. Quando nossos olhos estão abertos e direcionados para uma paisagem, mas não a registramos, essa experiência é chamada “manas anavasthana” (ausência de manas). Ao nos concentrarmos na respiração, um dos frutos é a limpeza nos registros mentais ligados à percepção sensorial, que acumulam uma memória específica causadora de grande perda de foco. A sensação muitas vezes descrita por praticantes após esse exercício é de que a visão se tornou mais luminosa e colorida. Essa experiência é, algumas vezes, relatada até mesmo por pessoas sem qualquer treinamento prévio. Isso ocorre, em parte, pelo despertar consciente da qualidade respiratória, que está vinculada à vitalidade que nutre os sentidos, e, em parte, também pelo próprio exercício da concentração em si.

Uma das razões pela qual são prescritas práticas respiratórias como treinamento preparatório para a meditação e para a contemplação é o fato de que a respiração é um objeto mais perceptível do que a mente. Interferir sobre o ritmo e a qualidade da respiração é muito mais fácil do que interferir sobre a atividade mental. E, como pode ser facilmente constatado, a mente é bastante afetada pela mudança na qualidade da respiração. O que temos, então, nesse caso, é um meio de interferência indireta extremamente eficaz. A sustentação de uma respiração ritmada aumenta a qualidade da atenção e a respiração mais lenta e longa é capaz de reduzir drasticamente a inquietude. Essas duas conquistas nos colocam muito próximos do que precisamos para desfrutar mais plenamente da relação com o mundo que nos cerca. E, caso despertarmos para o desejo de usar essa qualidade mental para o autoconhecimento, teremos um benefício duradouro.

Como até mesmo a sustentação da atenção e da estabilização de técnicas respiratórias é uma ação exigente para a maioria de nós, outros meios são usados como auxiliares. A prática física, chamada de “yogāsana abhyāsa” ou, simplesmente, “prática de āsana”, é um dos meios auxiliares mais populares. Se corretamente compreendida e executada, seu principal foco não é o domínio de habilidades corporais como força e flexibilidade, mas o treinamento de sensibilidade corporal. Para isso, nenhuma habilidade física é necessária. Qualquer pessoa tem condições de praticar “āsana” se o professor que a conduz tem conhecimento sobre a essência da prática de yoga. As dificuldades e características individuais devem ser respeitadas e adaptações devem ser feitas para que a prática não se torne uma experiência desagradável ou dolorosa, pois isso jamais nos levaria naturalmente ao estado que buscamos. É através dessa sensibilidade corporal que desenvolveremos gradualmente o refinamento da sensibilidade respiratória, que exige um grau mais elevado de introspecção.

Mas o que desejamos não é apenas o alívio temporário da dor e da angústia. A prova disso é que sofremos muito ao contemplar situações desafiantes que estão por vir. O que desejamos é poder desfrutar do momento presente confiantes de que estaremos seguros, também, no futuro. Porém, há uma insistente força vinda dessa dimensão mental orientada para o externo – manas – que nos puxa para o desfrute do momento sem a devida clareza quanto ao preço de tal escolha. Há um jogo de forças entre o desejo pela evidente satisfação de curto prazo e a sutil, porém profunda, satisfação de longo prazo. Há algumas situações onde ambas podem ser atendidas, mas, em muitas delas, uma exclui a outra.

Quando olhamos o mundo como mera fonte de prazer e frustração, estamos nos posicionando na dimensão de “manas” e, também, na do “ahaṃkāra”. “Ahaṃkāra” é a “noção de eu”, onde está a nossa história e, portanto, nossos padrões. Onde há a identificação com uma história pessoal, um eu. É onde há o apego e o medo de extinção. Por essa razão o “ahaṃkāra” trabalha incansavelmente na luta pela sobrevivência e na preservação de seus prazeres.

Porém, quando olhamos o mundo e encontramos satisfação no conhecimento que brota a partir da observação de um evento cotidiano comum, estamos posicionados no que o Yoga chama de Buddhi. Buddhi é a camada mais profunda da mente e, ao mesmo tempo, a mais difícil de acessar plenamente. Dela surgem qualidades como sabedoria, desapego e compaixão. Para conseguirmos estabelecer essa conexão, precisamos de uma mente leve e luminosa, precisamos de uma mente que tenha começado a questionar a velha, e sempre fracassada, receita da luta por sobrevivência e prazer. A etapa de preparação da mente culmina com a abertura da conexão com Buddhi.

Quando nossa introspecção está bem estabelecida e habita a clareza de Buddhi, conquistas essas alcançadas a partir de um sincero caminho de ação inteligente e desapego, estamos aptos à prática de yoga por excelência, a meditação. Jamais estaremos completamente prontos, isso é sabido. Mas quando vemos que um espaço de clareza mental começa a surgir em meio ao cotidiano, mesmo quando as circunstâncias externas não estão favoráveis, podemos ter certeza que uma independência está nascendo. Esse espaço pode ser preenchido pela contemplação da natureza humana e pela meditação. É nesse espaço que o maior alvo da vida humana é experienciado, é nesse espaço que é cultivada e alcançada a discriminação, a sabedoria a respeito do que eu não sou e do que eu sou. E, quando esse alvo é alcançado, o que fica é contentamento e maravilhamento.

A partir dessa base teórica podemos começar a entender por que a psicologia do yoga deve ser apresentada como uma abordagem terapêutica integral individualizada que atua através da sensibilização corpo-respiração-mente, da reeducação emocional e do caminho de autoconhecimento.

 

*Jorge Luís Knak dedica-se à psicologia do yoga desde 1994, tendo recebido, em 2006, autorização oficial direta do Prof. TKV Desikachar (1938-2016) para oferecer treinamento a professores.

Atualmente, segue sua especialização na mesma linhagem sob orientação regular do Prof. Paul Harvey (Inglaterra).

É idealizador e fundador do “CITEY – Colégio Integrado de Terapia e Educação em Yoga”.

Foi professor nos seguintes eventos internacionais: Celebrating Yoga (Sydney – Austrália), Krishnamacharya Yoga Festival (San Francisco – Estados Unidos), Curso Preparatório para Especialização em Yogaterapia (Piesendorf – Áustria).

Oferece atendimento individualizado focado na abordagem terapêutica integral da Psicologia do Yoga.

Coordena, juntamente com Maria Nazaré Cavalcanti, o único curso do Brasil autorizado a formar professores conforme os ensinamentos da linhagem de TKV Desikachar e, de seu pai, Shri Krishnamacharya.

 

 

By |2019-06-19T10:33:29-03:003 de junho de 2019|Categories: Artigos|Tags: |0 Comentários

Sobre o Autor:

Jorge Knak
Professor de Yoga, Funcionário Público, pai de três filhos. Dedica-se ao Yoga na tradição de Krishnamacharya. Estudou na Índia com os Profs.TKV Desikachar, Kausthub Desikachar, S. Sridharan, Dr. Chandrasekaram e outros. Desde 2013 estuda com o Prof. Paul Harvey (Inglaterra), aluno direto de TKV desde 1976 e criador do "Centre for Yoga Studies" em Bristol.

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